San Andrés quer deixar de ser turismo emergente

 
Texto - Mario Teixeira
Fotos - Edson dos Reis
 
Mar do Caribe, calor abafado durante todo o tempo, praias de águas transparentes e numa alternância entre morna e fria. Esse poderia ser um paraíso ao estilo das vizinhas Saint Marteen ou Saint Barth, mas a Ilha de San Andrés, província da Colômbia, ainda luta contra o que ficou conhecido por turismo emergente, principalmente pela necessidade de qualificação de seu pessoal e de melhoria na infraestrutura do local. Essa é uma briga que as entidades de classe travam com o governo da ilha, pedindo não apenas atenção ao setor turístico, mas também às áreas pesqueira e de serviços.
 
Para ir a San Andrés é necessário pagar uma taxa de cerca de 55 mil pesos colombianos (tarjeta turística) no próprio guichê da compania aérea (não aceitam pagamento em cartão ou moeda estrangeira) e dizer quantos dias pretende ficar na ilha, assim como o hotel onde ficará hospedado. Ao chegar ao aeroporto uma das vias fica com o oficial. Você irá entregar uma outra via na hora de sair da ilha e uma permanecerá contigo. E, prepare-se, ao descer no aeroporto você já será brindado com o calor úmido da região, fazendo com que os termômetros indiquem 31 graus Celsius, mas sensação térmica de 43 C.
 
Conseguir taxi é fácil na Ilha, assim como está à disposição dos turistas a locação de carrinhos de golfe (100 mil pesos das 9h às 17h) ou dos Kavasaki (150 mil pesos das 9h às 18h), esses mais potentes. Para o aluguel, que acaba sendo uma forma tranquila de conhecer a ilha, é necessário apresentar a carteira de habilitação (não precisa ser internacional) ou o passaporte. O veículo é entregue e resgatado no próprio hotel onde você estiver hospedado e há serviço de socorro e substituição dos carros, caso aconteça algum problema.
 
Entre os muitos lugares para conhecer em San Andrés alguns são "furada". O Hoyo Soplador, na ponta sul da Ilha, é até interessante, mas precisa de uma série de variáveis para funcionar a contento, como marés e vento. Apesar disso, há algumas barraquinhas que vendem souvenirs a bons preços (e aceitam cartão) e bebidas, com ênfase para o Coco Loco (água de côco com rum) e a Piña Colada (leite de côco e suco de abacaxi), que pode vir na versão com álcool ou sem. Todos numa média de 8 mil pesos cada.
 
O Museu de Morgan, o famoso corsário* inglês que fez sua base na ilha, é outra decepção. Dentro do complexo, cuja entrada custa 15 mil pesos, há Museu do Côco, com os produtos como escovas, brinquedos e vassouras usados pelos antigos moradores de San Andrés; a Cueva de Morgan, que apresenta uma réplica do que seria a antiga gruta onde ficava o corsário, com algumas peças encontradas nas buscas feitas na região, principalmente armas antigas; uma galeria de arte, que depois oferece um show de dança; algumas alegorias de barcos piratas no pátio; e um acesso à Cueva de Morgan original. Essa última parte sem acesso a portadores de deficiência.
 
Cercada pelo Mar do Caribe, o principal atrativo da ilha é definitivamente o mar. Conhecida como a Ilha do Mar de Sete Cores, San Andrés impressiona pelos diferentes tons de verde e azul de suas águas. O lado voltado para o Oceano Atlântico exibe praias de areia branca e belos coqueirais, como a de San Luís. Já o lado que faz face com o continente (a Nicarágua fica a cerca de 200km) é especialmente voltado ao mergulho, com muitas pedras e boa profundidade, apesar da transparência criar a impressão de que o fundo do mar é bem próximo.
 
 
Os principais pontos de mergulho são La Piscinita, um restaurante que oferece um deque para mergulho; e o West View, cuja entrada é de 4 mil pesos por pessoa, desde que você não tenha feito inscrição em nenhuma das atrações do local, como Acquanautas (um passeio pelo fundo do oceano com um tipo de escafandro) e o AcquaJet (sapatos com propulsores a ar), cada uma na faixa de 100 mil pesos. O West View oferece ao turista aluguel de snorkel e coletes salva vidas (5 mil pesos cada), um trampolim e um daqueles tubos que te garantem velocidade na queda no mar transparente.
 
A ilha é porto livre de impostos, então para aqueles que querem comprar bebidas e perfumes, é uma opção. A variedade de rum nas lojas é grande, trazendo marcas das diversas áreas do Caribe. Produtos eletrônicos também estão com preços convidativos nas mais diversas lojinhas do centro comercial, principalmente porque hoje a maior parte dos turistas ainda são do Brasil, Argentina e Chile, assim como muitos colombianos. A expectativa é que, com mais investimentos e um projeto turístico voltado para o Caribe colombiano, turistas de outros países desembarquem na região fazendo circular mais dinheiro. 
 
Esse e outros destinos você pode encontrar em Eu Ando pelo Mundo. Confira!
 
* A diferença entre pirata e corsário é que o segundo era financiado por alguma nação. No caso do Morgan, ele era patrocinado pela Coroa Inglesa.

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